segunda-feira, 2 de abril de 2012

Framboesa de Ouro 2012

Normalmente realizada na véspera do Oscar, a cerimônia de entrega do Framboesa de Ouro - ou Razzie Awards, para usarmos a nomenclatura colonialista pela qual é mais conhecida - foi transferida este ano para o dia 1º de abril, apropriadamente o Dia da Mentira. A justificativa dos organizadores foi a de que assim os votantes teriam mais tempo para avaliar os concorrentes. Claro que foi apenas uma jogada de marketing, embora o resultado pareça ser mesmo coisa de mentiroso.

Se no Oscar ainda está para ser feito um filme que consiga a proeza de ganhar todas as categorias possíveis, este recorde foi batido este ano no Framboesa. O favorito Cada um tem a gêmea que merece (Jack e Jill) saiu vencedor em TODAS as dez categorias em que foi indicado. E como são dez as categorias do Framboesa, isso quer dizer que apenas um filme aparece dominando de ponta a ponta a premiação. Um recorde absoluto nos 32 anos de existência do prêmio. Será que ele é assim tão ruim? Pode até ser, mas o resultado me parece mais uma perseguição com o coitado do Adam Sandler do que propriamente a consagração de um filme ruim.

Por anos o pessoal do Framboesa perseguiu o Stallone, a ponto de, em 2000, conceder-lhe o troféu de pior ator do século! Depois, o alvo passou a ser Eddie Murphy. Agora implicam com Adam Sandler. Particularmente não gosto dele, talvez por interpretar quase sempre o mesmo tipo de personagem bobão, abestado, apatetado, mas de bom coração, ou seja, um inocente útil. É verdade que ele errou muito no começo de carreira, fazendo um monte de besteira (O rei da água, O paizão, Little Nicky - um diabo diferente), mas tem se esforçado de uns anos para cá e quando consegue emplacar um personagem sério, surpreende e mostra talento na construção. Por exemplo, gosto muito dele em Reine sobre mim. Mas parece que já ficou marcado pelos equívocos que cometeu no passado e agora vai ser difícil desvincular sua imagem de ator de um tipo só.

Veja abaixo os vencedores, ou melhor, o único vencedor do Framboesa de Ouro 2012, dividido em várias categorias.

FILME: Cada um tem a gêmea que merece

DIRETOR: Dennis Dugan (Cada um tem a gêmea que merece e Esposa de mentirinha)

ATOR: Adam Sandler (Cada um tem a gêmea que merece e Esposa de mentirinha)

ATRIZ: Adam Sandler (como a gêmea Jill) (Cada um tem a gêmea que merece)

ATOR COADJUVANTE:Al Pacino (Cada um tem a gêmea que merece)

ATRIZ COADJUVANTE: David Spade (como Mônica) (Cada um tem a gêmea que merece)

DUPLA: Adam Sandler e Katie Holmes e Adam Sandler e Al Pacino e Adam Sandler e Adam Sandler (Cada um tem a gêmea que merece)

CONJUNTO: Todo o elenco de Cada um tem a gêmea que merece

ROTEIRO: Cada um tem a gêmea que merece

REMAKE / SEQÜÊNCIA: Cada um tem a gêmea que merece

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estréias da semana

HELENO - Não é uma biografia tradicional. O roteiro enfatiza momentos e passagens mais marcantes do genial Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo e da Seleção Brasileira nos anos 40. Muito aguardado, chega referendado por uma atuação visceral de Rodrigo Santoro que chegou a se transfigurar fisicamente para viver o craque em seus dias de ocaso e uma adequada fotografia em preto e branco (alvinegra, como convém) do mestre Walter Carvalho. Prova que o Botafogo tem histórico de abrigar jogadores problemáticos. Na esteira de Heleno, vieram Garrincha, Josimar, Hernandes (quem???) e, recente e atualmente, Jóbson, o "crack" da vez. Curiosidade conexa: Heleno é o quarto artilheiro da história do Botafogo, com 204 gols em 235 jogos; pela Seleção, foram 15 gols em 18 partidas. Quem fez a pesquisa inicial do filme foi o Carlos Otávio, um ex-colega de faculdade, o que mostra que alguns daquela turma deram certo na vida.

A NOVELA DAS 8 - Em 1978, como não havia BBB (é, já fomos inteligentes), o povão se alienava com Dancin' days, um grande sucesso no horário das 20h. Enquanto isso, a ditadura torturava e assassinava estudantes e trabalhadores. É nesse período de efervescência política que se desenrola essa história, muito prejudicada por um roteiro frouxo, cheia de personagens mal construídos e situações inconsistentes. Pode ser divertido, desde que não seja levado a sério.

O LORAX - EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA - Animação ecologicamente correta. Menino tenta evitar o desmatamento de uma floresta contando com a ajuda do Lorax, um ser alaranjado que não é bicho, não é gente, não é nada - só uma figura esquisita que logo vai virar boneco e ajudar a vender lanche no McDonald's. O desenho tem pedigree: é dos mesmos criadores do bacana Meu malvado favorito. Para quem for ao shopping passear com o sobrinho.

UM MÉTODO PERIGOSO - Mais uma prova que David Cronemberg enterrou seu passado de filmes esquisitos e se dedicou a fazer cinema sério. A trama acompanha a complexa relação entre os pais da psicanálise Sigmund Freud e Carl Jung e uma das primeiras mulheres psicanalistas da história, Sabina Spielrain. Vale uma conferida.

A DANÇARINA E O LADRÃO - O diretor Fernando Trueba, dos hoje esquecidos Sedução e O rei pasmado e a rainha nua, retorna com esse filme muito elogiado por onde passou, sobre dois homens que seguem caminhos diferentes ao retornarem ao Chile, seu país natal, após a queda do ditador Pinochet. Um busca vingança; o outro, uma família. Representante espanhol na disputa pelo Oscar de Filme Estrangeiro em 2010, não ficou entre os finalistas. Boa alternativa.

FÚRIA DE TITÃS 2 - Quem viu o primeiro sabe exatamente o que vai encontrar nessa seqüência óbvia. Quem não viu vai continuar sem se interessar. Para os que ainda não se cansaram, a exibição é em 3D em algumas salas. A frase de divulgação usada no teaser é um primor de nonsense: "Este ano, você irá para o inferno"!

Mais um cinema de rua reabre as portas

Depois de um ano e meio fechado para obras, o pequeno Cine Candido Mendes retoma suas atividades nesta sexta-feira. A sala funciona na galeria anexa do prédio da Universidade Candido Mendes, em Ipanema, onde também está situado o teatro de mesmo nome. Eu cheguei a ir várias vezes nele antes do fechamento. Uma curiosidade do espaço é que, às terças-feiras, é cobrada meia entrada para todos os espectadores (desde que não seja feriado). Não sei se essa promoção irá vigorar novamente agora. Bem que deveria, porque os preços são salgados: R$16 de terça a quinta e R$18 nos finais de semana - outra tendência dessas salas menores é que elas não abrem às segundas-feiras.
O mês de abril está se tornando o da ressurreição dos cinemas de rua no Rio. Ano passado, por essa mesma época, foi o Cine Jóia que reativou suas atividades. Aguardemos para ver quem voltará do mundo dos mortos em 2013.
Boas-vindas de volta ao Candido Mendes!

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Ontem pela manhã postei um texto intitulado "E Lobato se revira no túmulo". Abordava uma pesquisa feita recentemente sobre os hábitos de leitura do brasileiro. Quando visualizei a postagem, estava tudo normal. À noite, porém, quando abri o blog, vi que tinha acontecido alguma coisa e o texto estava cheio de caracteres, tornando impossível a leitura. Assim, tive de deletá-lo. Não sei se alguém chegou (ou conseguiu) lê-lo. Não sei o que aconteceu. Peço desculpas oas eventuais leitores deste espaço. Embora já tenha esfriado, o tema é muito interessante e merece ser debatido aqui. Voltarei a ele em breve.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Treze à mesa e um traidor entre nós

Um dos lances mais comentados dos últimos dias foi o pênalti perdido pelo jogador Léo Rocha, do Treze, no jogo contra o Botafogo pela Copa do Brasil. Mais do que o lance em si, o que chama a atenção é a rigidez da punição aplicada ao atleta pela diretoria de seu clube.

Para situar o leitor. Na Copa do Brasil, nas duas etapas iniciais, passa à fase seguinte o time visitante que vencer por dois ou mais gols de diferença; ou que marcar mais pontos; ou que assinalar mais gols que o oponente na soma das duas partidas, se houver. Botafogo e Treze empataram por 1x1 no Engenhão, mesmo placar do primeiro jogo, disputado na semana anterior em João Pessoa. Assim, a decisão da vaga teve de ser decidida nos pênaltis. O Botafogo vencia por 3x2 quando coube a Léo Rocha cobrar a última penalidade, que poderia empatar a contenda, o que prorrogaria a disputa pela vaga (e, obviamente, a agonia da torcida do Botafogo, que dominou o jogo todo e não teve competência para liquidar a fatura nos 90 minutos, eta time que não sabe ganhar!). Eis que o jogador, em vez de fazer uma cobrança normal, inventou de dar a famosa “cavadinha” celebrizada pelo Loco Abreu – que, por ironia, já havia perdido sua cobrança, mesmo batendo normalmente. Ao que parece, se arrependeu no meio do caminho, chutou fraco e o goleiro Jefferson espalmou, garantindo a classificação do Botafogo.

Veja o lance aqui: http://www.youtube.com/watch?v=De4XhizYeCQ

A reação intempestiva do arqueiro, que correu até o jogador adversário e despejou algumas poucas e boas em seu ouvido, certamente chamou menos a atenção do que a atitude radical dos diretores do Treze que, horas depois da partida, decretaram o afastamento do jogador, primeiro, disseram, por uma medida de segurança, já que a torcida paraibana poderia recebê-lo sob ameaças, e posteriormente assumindo sua insatisfação com a brincadeirinha irresponsável do jogador, que causou a eliminação do Treze da competição nacional.

Será que havia motivo real para demitir o jogador por causa desse lance? O que pode ter representado a eliminação do time de Campina Grande da Copa do Brasil em termos práticos? Claro que é menos dinheiro em caixa, já que os participantes vão sendo remunerados proporcionalmente à fase que atravessam, mas isso pode ser atenuado. O Treze é grande em seus limites estaduais, mas um zero à esquerda quando projetado no cenário global do futebol brasileiro; dificilmente iria muito longe, mesmo porque o time é fraco (tenho forte convicção de que também o Botafogo não terá melhor sorte, mas não irei me ocupar disso aqui). Estavam se enfrentando um time grande e outro nanico: a regra da lógica indica a classificação do time grande, sem que haja qualquer absurdo nisso – o contrário é que causaria espécie, e, aí sim, justificaria uma demissão em massa do elenco do Botafogo. Era um jogo de volta da fase classificatória da Copa do Brasil: não era a final, nem a semifinal, menos ainda uma quarta de final, jogos de carga dramática bem maior, eivados de uma importância maiúscula que os encontros preliminares estão longe de se revestir. Ou seja, o Treze foi eliminado em um jogo no qual, em condições normais, sequer teria chegado àquela decisão. Sem maiores prejuízos. O que pensavam os dirigentes que demitiram Léo Rocha? Que o Treze chegaria à final, passando por cima de todos, como um Barcelona do Sertão? Que o Treze tem time para disputar qualquer competição de igual para igual com equipes mais fortes? Ou será que acreditavam que havia um planejamento feito com seriedade, visando a levar o time campineiro a disputar a Libertadores em 2013? Como o incompetente Léo Rocha teve a ousadia de frustrar todos esses projetos, acabou punido com a demissão.

Talvez um misto de arrogância, falta de noção e absoluto amadorismo possa justificar a decisão dos dirigentes do time campineiro. Um deles chegou a declarar que “no Treze só jogam vencedores.” Se é assim, então, os vencedores devem estar mesmo apenas dentro das quatro linhas – porque fora, só o que se viu foram cartolas inaptos e sem a mínima idéia do que significa administrar um clube.

terça-feira, 27 de março de 2012

Muppets para adultos

Anos antes de ser mundialmente consagrado pela trilogia O senhor dos anéis, Peter Jackson realizou uma das mais infames e ultrajantes animações que se pode assistir: Meet the Feebles, que nunca foi lançado comercialmente por aqui, nem depois que o diretor se tornou famoso (mas pode ser encontrado facilmente na net, sem apologismo de qualquer espécie). E é também uma das mais engraçadas incursões de um diretor pelo gênero.

Os Feebles formam uma banda que se apresenta em um programa de sucesso da TV australiana, mas a atração fica ameaçada quando a emissora que o transmite recebe a proposta para substituí-lo por uma série. O filme acompanha os preparativos do que pode ser o show salvador dos Feebles, exibido ao vivo para todo o país. Tudo correria numa boa, não fosse a banda formada pelos personagens mais insanos reunidos.

O roteiro episódico acompanha um pouco de cada um dos personagens, tanto os que formam os Feebles quanto os que gravitam em torno de seu universo. A estrela da companhia é Heidi, a vocalista, uma hipopótamo temperamental, com afetações de estrela, casada com o empresário do grupo - o flashback mostrando como eles se conheceram é hilário. Ela é a mais normal da equipe, mantendo uma aura de pureza que será devidamente desvirtuada no final, numa sucessão de cenas alucinantes. Nos bastidores dos Feebles, rola muito sexo e perversões de toda ordem. Um dos personagens se descobre portador do vírus da aids e sua tragédia é explorada pela imprensa sensacionalista, representada por uma repórter mosca que o persegue sem piedade. O diretor do show, com pretensões artísticas, tem fixação por sodomia, e externa sua "preferência" em um número musical de improviso. Um jovem que se junta à equipe se apaixona por uma das atrizes de apoio, mas se desilude ao descobrir que ela é explorada sexualmente. E assim sucessivamente.

No fundo o que Peter Jackson fez foi narrar uma fábula delirante sobre os bastidores da televisão, soltando farpas para todos os lados, se esbaldando com o que, no fundo, era uma brincadeira de cinéfilo. Ali vemos uma liberdade narrativa e criadora que o diretor nunca mais iria experimentar, e que já havia ficado explícita em seu filme de estréia, o anterior Trash - náusea total. Já demonstrava suas qualidades no domínio de câmera, na engeaceitas com certa benevolência, teria vida fácil.

Melhor ficarmos mesmo com o original, objeto de culto e uma diversão de primeira linha, desde que o espectador embarque na história.

segunda-feira, 26 de março de 2012

E-book: o livro do futuro

Os catastrofistas de plantão que gostam de anunciar o fim do livro devem rever seus conceitos. Ele não desaparecerá: no máximo, passará por uma transformação. Embora de maneira ainda tímida, os e-books já são uma realidade e, se ainda não se popularizaram completamente, isso se deve a uma certa insegurança do mercado editorial que, contudo, prepara-se para investir pesado nesse novo equipamento.

As perspectivas animadoras são defendidas pelo professor e cientista social Alexandre Linares em extenso artigo publicado no site em fevereiro de 2011. Para ele, o e-book só não tem uma visibilidade maior, ainda, porque o mercado teme se aventurar por um nicho ainda incerto. “É uma tendência do mercado em geral: esperar alguém ir na frente, bater a cabeça, errar, se machucar... para depois o restante seguir a trilha já traçada sem dificuldades.”

Mesmo com tantas reticências, já se observam iniciativas de fomento ao incentivo do livro digital, como a da Ediouro, com seu projeto Singular Digital, que distribui conteúdo eletrônico de diversas publicações sob demanda e da forma que o cliente preferir; ou a do Grupo Positivo, que aposta em um e-reader próprio para marcar espaço entre as plataformas tecnológicas que aos poucos começam a conquistar o leitor brasileiro.

“Livro é conteúdo, não forma”, continua Linares. Para ele, outro motivo pelo qual há tanto receio em apostar em uma nova forma de leitura é que as editoras, muitas tradicionais, com anos de mercado, ainda veem o livro como um produto de papel, o que impede que as empresas do setor aceitem a gradual mudança que vem ocorrendo. E vai mais além: a grande revolução permitida pelo e-book é a facilidade de socializar o conhecimento. E compara:

– Vivemos uma nova transformação gutenberguiana. Aquilo que Gutenberg fez com seus tipos móveis mudou o mundo. Não pela técnica em si, mas porque essa técnica foi capaz de reduzir drasticamente os custos do acesso ao conhecimento e a novas ideias que antes estavam isoladas e fragmentadas. Socializou, assim, o conhecimento clássico e abriu as portas para novas ideias.

Os usuários de e-book já descobriram algumas de suas vantagens. Com um bom leitor eletrônico, é possível armazenar uma vasta biblioteca em um único lugar, além de permitir que o usuário tenha acesso a ela em qualquer lugar que esteja. Ou seja, praticidade, portabilidade e economia de espaço são os maiores atrativos para quem ainda está em dúvida sobre valer a pena adquirir um e-book.

Outro fator que ainda impede as editoras de investirem pesado no livro digital é, claro, o aspecto financeiro. Segundo Linares, não é possível achar que as faixas de lucro vão ser as mesmas das vendas de livros tradicionais:

– Hoje o público de vanguarda está comprando leitores (e-readers/tablets) e já consumindo no Brasil. É um público pequeno ainda, mas é o que consome mais e logo exigirá o que consumir. Seja ele professor universitário, leitor modista radical, pessoas da área de tecnologia ou advogado consumidor de livros jurídicos pesados que não quer carregar na mala.

Não há dúvida de que os e-books transformam a experiência da leitura. Longe de extingui-la, eles permitem uma nova interação entre leitor e livro. Seria possível imaginar, num futuro não muito distante, e diante de tantas inovações tecnológicas que se nos apresentam, que o leitor talvez até possa interagir diretamente com a história, montando-a e desmontando-a de acordo com suas preferências, seus pontos de vista. Por exemplo: “não gostei deste personagem, vou deletá-lo da história”; ou: “acho que este personagem aqui está subaproveitado, vou fazê-lo crescer daqui por diante, ele terá mais voz ativa” etc. Ou ainda: “a trama está morna, vou acrescentar detalhes mais picantes”. E por aí vai...

(Artigo publicado originalmente na revista Caderno 0, em setembro de 2011)

Logotipo oficial

É com muito orgulho que apresento o logotipo oficial do blog, gentilmente criado pelo amigo Jorge Ney Valentim, ilustrador de primeira linha (ou seria primeiro traço?), grande profissional com quem tive a honra de trabalhar no ano passado. Só os imbecis de iniciais repetidas não sabem reconhecer seu talento, que ajuda a abrilhantar mais ainda este espaço.
Quem quiser conferir o trabalho do Jorge, pode clicar aqui: www.jorgeneyvn.blogspot.com
Obrigadão, Jorge!